Ah, Lisboa

Ah, Lisboa

Ah, Portugal. É impressionante o quanto de história cabe neste pequeno país, localizado bem a Oeste da Europa. De suas margens no Oceano Atlântico, grandes navegadores partiram séculos atrás com rumos até então desconhecidos – e um deles acabou no Brasil, como todos bem sabemos.

Já se passou muito tempo desde então, mas às vezes quando caminho por sua linda capital Lisboa quase acho que estou naquele tempo, tamanha a ligação do povo português com o mar. Ainda assim, Lisboa em si é banhada pelo Rio Tejo, que logo adiante encontra o Atlântico um pouquinho mais adiante. Por sobre ele, passa a imponente ponte 25 de Abril, que é um dos cartões postais da cidade.

Bem pertinho dela, nas margens do Tejo, há muitas atrações nas quais eu e a Gnomíe tiramos muitas e muitas fotos, como o Padrão dos Descobrimentos, local que homenageia a grande época das navegações de portugueses e, um pouquinho depois, a Torre de Belém, construída no início do século XVI para ser um forte militar, mas hoje é um dos principais monumentos lisboetas, eleito inclusive uma das Sete Maravilhas de Portugal.

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Hmm, e por falar em Belém, é simplesmente impossível dizer que se visitou Lisboa sem provar ao menos um pastel de belém. E a umas quadras da torre, em direção ao centro, fica o Pastel de Belém, famoso café que serve o tradicionalíssimo docinho. É uma ótima opção para quem vai a pé ao Mosteiro dos Jerónimos, também ali pertinho.

E por falar em caminhar, é bom ter preparo físico, porque o que Lisboa tem de história, tem de subidas e descidas. Isso não deixa de ser uma ótima desculpa para passear nos eléctricos, os marcantes bondes da capital portuguesa. O amplo itinerário pode levar os visitantes a diversos e distantes pontos da cidade, ainda mais quando se aproveita as conexões com o metrô, opção de transporte para os mais modernos, que chegam lá de avião e não de navio.

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Ah, Lisboa, que tantas histórias tens. E um dos seus principais autores que lhe descreveu foi Fernando Pessoa, poeta que ganhou para si uma estátua, bem em frente ao tradicional Café A Brasileira, no bairro Chiado. Mas não é só Pessoa que é lembrado na literatura. Ali pertinho, subindo um pouco a rua, tem outra estátua, que lembra o também escritor Luiz de Camões. Um pouco mais abaixo (sim, quando falei de subidas e descidas é porque tem muitas mesmo) fica a Livraria Bertrand, considerada a mais antiga do mundo em atividade.

Bom, já deu para perceber que a história de Lisboa é grande. Prometo voltar a falar sobre ela em breve, afinal nem chegamos a citar o fado, o bairro da Alfama, a Praça do Comércio, a Estação Oriente, o Oceanário, o Panteão… Ah, Lisboa, que tantas histórias (e lindos locais) tens.